10/12/2012


coisas   do   tempo

                                             
marisa pompermaier


reflito
me perco 
em divagações,
em porquês, 
sem razão,
perguntas sem resposta
vida, 
uma aposta!

caminho,
corro, vôo.
eu e meus pensamentos
uma flor entre 
espinhos
um silêncio.

Já não sou 
mais a mesma
e nunca  serei 
aquilo que já fui.

o tempo me limita
me condiciona 
a olhar
essas coisas da vida.

aceitá-las
 simplesmente,
quando o desejo é
negação!

me ressinto,
e calo 
meus anseios
produzo 
uma autoimagem
que me protege
tal qual 
como um herege.

e o tempo anda,
não 
dentro de mim.
me perdi
 na própria angústia
de um passado
 presente
de um amor
 ausente.



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