27/11/2012


Abstrato de mim

 Marisa Pompermaier

Sou abstrato.
profundo e me delato
com as cores
me jogo.
Indefinição
é o que pareço.

Não ha preço
para delinear
minhas formas.

Já fui concreto,
hoje sou
subjetividade.

.Minha imagem,
se confunde com
o que sinto:

Mescla de sonhos
desfeitos
perdidos no
abstrato.

Sou dor,
imaginaçao.
Total confusão
entre o que fui
e o que sou.

Entre o que criei
e o que deixei
perder-se
na bruma do tempo.

Perecer
no abstrato,
contrato que fiz
entre o dualismo
contraditório.

Talvez seja
o novo caminho
dentre as escolhas,
a melhor.

que vesti
e assumi.

Substância inefável
norteia meus passos
para que eu possa
ainda, viver.


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