17/07/2012

m ã o s

marisa pompermaier

onde estão as mãos?
as que se abrem espontaneamente
presente onipotente,
ou que falam mesmo
ausentes?
mãos que acolhem
no abraço, mais um laço
subestimando cansaço.
mãos perfumadas
eterna madrugada
caminho da próxima jornada,
mãos hábeis
desenhando nova vida,
flerte o som
espalha a tinta
apaga a dor,
inventa a flor
mãos, que a tudo suporta
seca a lágrima
oferece rosas
 que exalam o perfume,
porque roubam de ti...



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