26/07/2012

buscando-me 
                                   
                                           by marisa pompermaier 

estou no conflito, 
paro e reflito 
sou a protagonista.
no filme, 
sou cena, enredo,
figurino efeitos especiais.
 Montagem e cenário
 tão rico vocabulário!
 Éramos cúmplices ,
 ríamos dos extras!
 Tudo era imenso 
distância,  intempéries
chegada e partida.
 Nada era dor, 
existia Amor. 
inocentes corações 
traçamos caminhos,
chegamos as estrelas 
sem pensar em voltar. 
interrompe o filme,
 diz você -' ta tudo péssimo'.
 o perfeito
 virou imperfeito, 
onde está o mundo que criamos?
 Outra imagem moldou.
 Agora nem eu sei,
 quem sou e para onde vou.
 Afinal, sou a imperfeição.
 Não me queira perfeita, 
sou amor  e  razão.
 Desculpa-me, se te tirei ou talvez,
 coloquei num abismo.
... era preciso acordar. 
triste consolo o meu,
 enquanto tu expandia teu vôo de liberdade,
 eu admirava as proezas.
 Me esquecia, por inteira.
 Labirinto de dor,
 tento esquecer.
 saio de cena.
 buscar-me de novo,
 difícil tarefa
 minha alma confessa.

 t r a n s p a r ê n c i a


















                     mpompermaier

Trago comigo
 esse olhar de poeta
 perdido no horizonte.
E, por mais que me queira,
 não me compreendes,
 somos duas vias 
uma que vem, 
outra que vai. 
Somos dois caminhos, 
Ás vezes paralelos, 
outras perpendiculares. 
que nos encontramos, 
sem poder olhar.
 E, a paisagem se molda,
 nesse olhar entristecido
 no encontro esquecido,
 no beijo retido
 no amor,apenas saudade.
 Porque o resto
 ficou arquivado,
 sem planos
 desenganos 
que a vida mostrou.
labirinto

imagem: fffound

 by Marisa Pompermaier

 sigo, acompanhando curvas e retas,
 desafiando arestas,
 já perdi a referência.
 autoconsciência de ir e vir,
 eterna constância.
 às vezes me perco,
 outras me acho, 
labirinto se fim. 
saio ou padeço?
 ponto de partida 
término de jornada, 
reconfiguro o caminho
 não encontro mais nada.
 persisto, insisto,
 tento buscar a saída.
 almejo não parar,
 etapas de sobrevida
 mapeando o céu interior,
 abrigo de luz e dor. 
um caminho livre,
 sem placas, curvas, segredos
 que me mostre a direção,
 apazigúe meu coração
 se transforme em canção,
 basta de solidão!

 labirinto... nunca mais.
                            analogias


                                              marisa pompermaier


 natureza morta,
 rios poluídos, dejetos místicos, 
sombra não há.
 jardins, praças, retratos rasgados
 páginas arquivadas.
 e a vida?
 é doce aventura.
 ou, percalço oculto no caminho...
 dia cinzento, sol nebuloso,
 olhos perdidos
horizonte não há.
 e o sonho?
 se perdeu no poente, 
mente impaciente,
 alegria doente

24/07/2012

 m a t i z e s


imagem: internet


                                                   by marisa pompermaier



 ando, sem compromisso,
é meu andar.
ninguém tem nada 
com isso.
diminuo a frequência, daí?
não importa a eloquência. 
se opto por neutralidade,
sinto muito,
é minha personalidade.
acelerar, correr,
toda forma que eu bem entender.
vou aonde quero
controlar-me, não tolero.
sigo em paz!
do jeito que sou.
apenas de braços dados
com meus versos,
nada mais.

23/07/2012

f e l i c i d a d e

 marisa pompermaier



 felicidade é ser mais gente,
amor, cumplicidade, compreensão.
 sentir-se pleno,
 abstendo-se de paradigmas. ..
. ...é ignorar o lado abominável de ver o mundo,
descomplicar-se.
sem pré-expectativas, permitir-se.
... é não ter pressa nem de chegar,
 nem de partir,
 é descontrolar o tempo.
... tirar férias do passado e do futuro
saborear o agora.
. ... felicidade, é o instante mágico
 que simplesmente aconteceu.
 extravasar, seguir adiante
 sem licença, ônus, rotulação.
...  é a própria revolução que
que te faz ser mais e melhor.
... felicidade é mérito
 de ser sempre aprendiz,
 ignorar o que "todo mundo" diz.
 ...é ser você mesmo
pés no chão,
 cabeça nas estrelas
e  ter como norte,
o coração.

m u l t i p l i c i d a d e







                                                                                                     dewiantart
 Marisa Pompermaier 

das coisas efêmeras,
 guardo passagens daquilo fui,
 e o que não fui nada
 mais incomoda.
das coisas reais ficou
 o cheiro da roupa
 copo quebrado
 porta entreaberta..
 das coisas banais,
 ficou a palavra que fere,
 o tom alterado,
 quebrando o silêncio.
 em cima da mesa, fotografia,
 bilhete dizia, - "até mais".
 do sentimento ficou
 gosto de ocre,
imagem apagada
 sonho desfeito.
 um grito ecoou.
 na estrada, marcas,
 pegadas no pó iam sumindo
 para não deixar vestígios ...
 multiplicidade!
são tantas as facetas.
 são tantas as facetas.

t e m p o



                             by marisa pompermaier 


estou farta de usar o tempo 
como defesa, para as coisas desejadas ou perdidas. 
ninguém duvida que o tempo é um remédio.
 eu o chamo de antídoto,
difícil de encontrar na medida certa.
 tudo foge ao seu controle.


 estou sem tempo de aspirar 
por esse "tempo" que está omisso
 criando ladeiras imensas
 dentro de mim.


 estou à mercê de um tempo ausente,
 que não ascende,
 completamente inerte 
em sua melancolia.


 um tempo que fantasiou minha poesia,
 mistificou minha alma,
 criou turbilhão em minha calma.


 a precisão dos dias,
 me dá amparo e a razão
 visualiza e concretiza
 o que foi emoção.


 tempo sem fronteiras, 
presente, passado, futuro.
 se um dia foste abrigo,
 hoje é apenas forasteiro

simplesmente Amor



                           marisa pompemaier


Sinto uma liberdade imensa
 de falar em amor..
 tal qual uma flor
 nasce e cresce sem a ajuda das estações. 
e o encanto, é tanto 
que se perde a noção do tempo
. assim é o amor que sinto por ti.
 não tem parada obrigatória,
 sentido contrário,
 andar na contramão,
 tudo tem sentido e direção.
 corro contra o tempo
 e tu me fazes parar 
diminuo a marcha,
 ali, é meu lugar.










 m u l t i p l i c i d a d e Marisa Pompermaier das coisas efêmeras, guardo passagens daquilo fui, e o que não fui nada mais incomoda. das coisas reais ficou o cheiro da roupa, copo quebrado, porta entreaberta.. das coisas banais, ficou a palavra que fere, o tom alterado, quebrando o silêncio. em cima da mesa, fotografia, bilhete dizia, - "até mais". do sentimento ficou gosto de ocre, imagem apagada sonho desfeito um grito ecoou. na estrada, marcas, pegadas no pó iam sumindo para não deixar vestígios ...

20/07/2012

t r a v e s s i a



                                marisa pompermaier


em cada passo
alinhavo réplicas
que se multiplicam
formando saberes.

imagens, atitudes
palavras...
as quais perfilam
meu entorno
sem direito à defesa.

controvérsia,
não sou inércia
vou juntando
peças...

a bagagem repleta
me sinto incompleta
denuncio tanto peso
que o sistema
faz de lema.

impotente,
desembarco antes
de chegar na estação.
me liberto.

travessia mais leve,
esqueci do conflito.
recusei ao sistema,
fórmulas e teoremas.

sou feliz.
consigo escutar,
outra vez,
o barulho do vento
batendo na janela.

O poeta está vivo



                                                                               marisa pompermaier


mente reflexiva, alma de artista,
 ideias oscilam
 profundo olhar, o poeta está vivo!
 sentir não basta, palavras se alternam,
 um pulo lá, outro aqui,
 o poema se faz.
 cada momento é único 
seu lay alt é sentimento 
o caminho se faz.
 o poeta está vivo! 
nas entrelinhas a alegria, saudade,
 a dor, a flor..
 o poeta simplesmente escreve,
 é seu oficio.
 interpretá-lo, é sabedoria. 
o poeta está vivo!
 felicidade ... felicidade é sentir-se pleno, abstendo-se de paradigmas. ...é necessitar de coisas simples, tipo, por-de-sol, violão, silêncio e coração. ...é ignorar o lado abominável de ver o mundo, descomplicar-se. ter a noção de espacialidade e limitar-se àquele reduto prazeroso, sem pré-expectativas, permitir acontecer. ...é ousar "ser mais" gente, gosto, atitude, eternas virtudes. ... é não ter pressa nem de chegar, nem de partir, é descontrolar o tempo. tirar férias do passado e do futuro saborear o agora. ... felicidade, é o instante mágico que simplesmente aconteceu. extravasar, seguir adiante sem licença, ônus, rotulação. é a própria revolução que te faz nascer de novo livre, em paz oblação. ... felicidade é mérito de ser sempre aprendiz, ignorar o que "todo mundo" diz. ...é ser você mesmo, pés no chão, cabeça nas estrelas, e ter como norte, o coração. Simplesmente amor Sinto uma liberdade imensa de falar em amor.. tal qual uma flor nasce e cresce sem a ajuda das estações. e o encanto, é tanto que se perde a noção do tempo. assim é o amor que sinto por ti. não tem parada obrigatória, sentido contrário, andar na contramão, tudo tem sentido e direção. corro contra o tempo e tu me fazes parar diminuo a marcha, ali, é meu lugar. m u l t i p l i c i d a d e Marisa Pompermaier das coisas efêmeras, guardo passagens daquilo fui, e o que não fui nada mais incomoda. das coisas reais ficou o cheiro da roupa, copo quebrado, porta entreaberta.. das coisas banais, ficou a palavra que fere, o tom alterado, quebrando o silêncio. em cima da mesa, fotografia, bilhete dizia, - "até mais". do sentimento ficou gosto de ocre, imagem apagada sonho desfeito um grito ecoou. na estrada, marcas, pegadas no pó iam sumindo para não deixar vestígios ... multiplicidade! são tantas as facetas. m a t i z e s by marisa pompermaier ando, sem compromisso, é meu andar, ninguém tem nada com isso. se resolvo parar, diminuo a frequência, daí? não importa a eloquência. se opto por neutralidade, sinto muito, é minha personalidade. acelerar, correr, toda forma que eu bem entender. vou aonde quero, controlar-me, não tolero. sigo em paz, do jeito que sou. apenas de braços dados com meus versos, nada mais. s a u d a d e by Marisa pompermaier saudade das tardes quentes, do baque suave da água oriunda das vertentes. saudade do palavreado, sem nexo, inadequado, daqueles instantes passados. saudade de um conhecer mais profundo e ambicioso de você e seu ser. saudade que desfruta nos momentos de tristeza e alegria, que, sem perceber, um dia caiu no desalento. é desta saudade que falo resplandecente quanto a um halo, insígne como as encostas, permanentes, sem dar uma resposta. t e m p o by marisa pompermaier estou farta de usar o tempo como defesa, para as coisas desejadas ou perdidas. ninguém duvida que o tempo é um remédio. eu o chamo de antídoto, difícil de encontrar na medida certa. tudo foge ao seu controle. estou sem tempo de aspirar por esse "tempo" que está omisso. criando ladeiras imensas dentro de mim. estou à mercê de um tempo ausente, que não ascende, completamente inerte em sua melancolia. um tempo que fantasiou minha poesia, mistificou minha alma, criou turbilhão em minha calma. a precisão dos dias, me dá amparo e a razão visualiza e concretiza o que foi emoção. tempo sem fronteiras, presente, passado, futuro. se um dia foste abrigo, hoje é apenas forasteiro. analogias by marisa pompermaier natureza morta, rios poluídos, dejetos místicos, sombra não há. jardins, praças, retratos rasgados páginas arquivadas. e a vida? é doce aventura. ou, percalço oculto no caminho... dia cinzento, sol nebuloso, olhos perdidos horizonte não há. e o sonho? se perdeu no poente, mente impaciente, alegria não há. letra e música, imagens abstratas, sentimentos obsoletos. do que vi do que fui. labirinto by Marisa Pompermaier sigo, acompanhando curvas e retas, desafiando arestas, já perdi a referência. autoconsciência de ir e vir, eterna constância. às vezes me perco, outras me acho, labirinto se fim. saio ou padeço? ponto de partida término de jornada, reconfiguro o caminho não encontro mais nada. persisto, insisto, tento buscar a saída. almejo não parar, etapas de sobrevida mapeando o céu interior, abrigo de luz e dor. um caminho livre, sem placas, curvas, segredos que me mostre a direção, apazigúe meu coração se transforme em canção basta, de solidão. labirinto... nunca mais! Reelaborar by Marisa pompermaier Hoje quero ser melhor do que ontem apagar a dor, inovar a cor, me perdoar pelos deslizes a quem fiz sofrer, sem querer. Hoje eu quero voltar a viver, mais leve, sem carregar tanto peso do que fiz ou deixei de fazer. Esquecer ilusões, nutriram meu coração e alegraram momentos. Hoje eu preciso soltar o silêncio de tantas palavras sufocadas, e daquelas que ouvi, sem dizer nada. Somente hoje, quero sorrir e se não conseguir, paciência... Vou abrir mão dos desejos, esvaziar malas de lembranças inúteis. Reelaborar planos, esquecer desenganos, começar uma vida nova, bela, sem os erros de antes. Trago comigo esse olhar de poeta perdido no horizonte. E por mais que me queira, não me compreendes, somos duas vias uma que vem, outra que vai. Somos dois caminhos, Ás vezes paralelos, outras, perpendiculares. que nos encontramos, sem poder olhar. E, a paisagem se molda, nesse olhar entristecido no encontro esquecido, no beijo retido no amor,apenas saudade. Porque o resto ficou arquivado, sem planos desenganos que a vida mostrou. a m a n h ã by Marisa Pompermaier amanhã é um novo dia incerto, prosa e poesia. dispenso dogmas,filosofia amanhã... é outro dia. amanhã, já não serei a mesma o tempo, o momento moldam sentimentos o sonho cede à razão. amanhã, acalma a emoção. escambal corpo e coração. vivo e sobrevivo abro as janelas, deixo o sol entrar aprecio a vida passar. outro dia, outra viagem não somos os viajantes, o que vemos hoje não é o que veremos amanhã. a vida é o que fazemos dela hoje] amanhã é novo projeto imaginário ou concreto. -Vamos viajar hoje dentro de nós? amanhã é balanço geral, notícia de jornal. corri o mundo não passei impune... ri, chorei, abracei me senti estranha diversidade encontrei. vidros, restos, desejetos de matéria, até o homem encontrei, perdido em si mesmo. na eterna insatisfação do perfeccionismo inatingível, silenciei. buscando-me by marisa pompermaier estou no conflito, paro e reflito sou a protagonista no filme, sou cena, enredo,figurino efeitos especiais. Montagem e cenário tão rico vocabulário! Éramos cúmplices e ríamos dos extras. Tudo era imenso distância, intempéries, chegada e partida. Nada era dor, existia Amor. inocentes, corações carentes traçamos caminhos, chegamos as estrelas sem pensar em voltar. interrompe o filme, diz você que ta tudo péssimo, o perfeito virou imperfeito, onde está o mundo que criamos? Outra imagem moldou. Agora nem eu sei, quem sou e para onde vou. Afinal, sou a imperfeição não me queira perfeita, sou amor e sou a razão Desculpa-me, se te tirei ou talvez, coloquei num abismo. era preciso acordar. triste consolo o meu, enquanto tu expandia teu vôo de liberdade, eu admirava as proezas. Me esquecia, por inteira. Labirinto de dor, tento esquecer saio de cena. buscar-me de novo difícil tarefa, minha alma confessa. u m p o u c o d e m i m Ocupo um espaço. sou matéria revestida de sentimento. brigo e me aborreço triste, é o preço. ando e o faço com a razão. nem sempre , é minha vontade. sou um poço de emoção. Me perco nos sonhos, idolatro o amor, suposta sabedoria. compassiva, devagar vou indo. brinco com a verdade prá não chorar com a mentira me calo, engato a primeira marcha. segunda, terceira... não me pergunte-"onde vou parar" Para onde voam as borboletas? Vôo destemido, com escalas, sem escalas, planos ou desenganos com destino certo? Voam as borboletas, saltitantes e medrosas sem saber o que dizer. Umas, de vôos rasantes, outras, à procura de pólen e as demais, sem saber porque voam. Não se deixam pegar, ignoram o predador, será que algum dia elas tiveram amor? Continuam a peregrinar, estranhas criaturas, lindas, místicas. Se carregam nas asas desejo ou sorte, imprevisível saber. Simplesmente voam não há porque justificar! ganhar ou perder, eternas facetas do viver. e n t a r d e c e r um pouco de sol se despede a tarde, jardim florido cactus, que lindo! perfil silencioso o olhar me deleta a ânsia abstrata do querer, sem poder. antagonismo perfeito de atitudes a lugares tua essência me traz. teorizando a vida, apaga a luz esquece a mágoa o silêncio conduz. estrato sublime o abraço comprime da ausência à presença, se faz existência pincela o amor. o tempo não pára, no rosto o descanso, pensamento já foi sem regras, absorto, eu fico, tu vais. anoiteço, amanheço, entardeço sozinha. conviver no antagonismo é um viver displicente. alimenta incertezas, finaliza minha calma, extrapola limites... anestesia meu amor. (amor que é "AMOR",existe por si só. Abranda, acalma. Sua música é profecia, eterna arte de amar.) b o r b u l h a s passa o tempo nada passa, permanece. passa a nostalgia rebrota alegria, recomeçar. andarilho sem fronteira o pensamento desbloqueia. passam sonhos levam mágoa, o desejo perece. o amor de tanto, virou prece. passam dias meses, anos ciclo da vida. só não passa tua presença, borbulhando dentro de mim. a b s t r a t o d e m i m silêncio, a porta se fechou passos sumiram na calçada vazio, no móvel,na alma, sem mais nem porque lá ia você. lembrança, sorriso criança será que deixou? esperança, remota palavra, sobrevivo sem ela... desejo, de amar, sem cuidado. ou, cuidar-se ao quadrado (não sofrer no depois). caminho, que eu crio, reinvento esquecer eu tento. vivências, ah! mas como ignorá-las? doce sabor, eterno amor. saudade, chegou, eu suporto. fica o tempo que quiser. (em mim não há limite entre início e fim da linha) eu me comporto. ...quase perfeito Há três coisas na vida, que não se pode esquecer: sonhar, amar e fazer elementos de um viver. Sonhar com alma límpida sonhar, e ao mar se lançar sem medo tempestade avançar, dar um jeito, se salvar.. Amar, não simplesmente amar "o amor". Amar você, eterno amor, suas retas, curvas, pedágios (esse é o fim do amar amando) Fazer de cada gesto concreto alimento, luz, meio e fim para o amor ser completo, ponto de partida e chegada (eterna morada) Retrato de Mãe Eu,você, Francisca e as Marias. não esquecendo as Helenas, Gertrudes, Camilas e outras tantas que, não cabe citar. Mulheres estereotipadas, com jeito, sem jeito, vivem e, mais nada. Todas atreladas aos filhos, que o passado descortinou um presente luminoso... À sombra da nostalgia, encontram-se todas iluminando seus caminhos, externalizando experiências, na quietude de cada olhar. Algumas deixando lágrimas, outras apenas sorriso. A maioria delas, emudecidas. Quem sabe o que se passa aos olhos de quem nada vê? Dia o poeta que Mãe é uma dádiva, enxergamos, ouvimos, tocamos. E, se não as vemos mais, suas palavras permanecem na luz de cada sol, no brilho de cada estrela. r e t a l h o s A cada renascer, deixo para trás lembrança fugaz, do ontem que é hoje. Naquele dia, acordei com você suspirei fundo, sem entender. gestos mudos, olhar tempestuoso tal como o mar,corajoso. Ainda lembro, olhos fechados. boca amarga do regresso sombreado do silêncio instaurado. Imóvel, trêmula a esperar o inesperado ...o tempo passou e tudo sobrou ninguém explicou. Mosáico quebrado, coração alado, um grito ecoou. A causa perdeu-se, na confusão de porquês, quadro sem moldura o vidro era fumê. Ultraje, a consequência Do sonho desfeito, da foto rasgada, poesia rasurada cenário perfeito tudo era nada do amor desfeito. Não tinha outro jeito.. Palavras Palavras, jogo aqui, jogo acolá. Rumo certo não há. Palavras de todos os estilos, brincam de esconde-esconde, não se limitam. Escorregam a todo instante. dizem aquilo que se sente. Som de brisa, cor do arco-íris, cheiro de primavera. Palavras soltas, frases a formar. Dá um jeito! É preciso mudar redirecionar. Palavras... sem elas, viver não dá! Reticências Vivo num paradoxo, que inquieta minhas certezas (são mínimas..) Estar viva e existir legado de ir e vir. Vago, absorto,não importa pensamento oscila e volta a porta entreaberta, deixa entrar... A teia se amplia, insiste todo dia reflexos tristes,ora alegria. Padrão, fórmula, teorema largo tudo, é o tema viver e não apenas existir, chorar e deixar-se, sorrir. O êxtase é chegar no verbo amar. ponto, vírgula, reticências É minha essência. Brigar ou brincar soneto de amor, amar longe, perto, qualquer lugar E, paro aqui, incerta, a esperar algo, que talvez,não virá. ....as reticências continuam. m i n ú s c i a s Dói ser assim: um pouco frágil cara lavada olhar triste sentimento sentindo Não ser Amada.. E, se pudesse mudaria-me por inteiro. levaria a vida leve e light. Esqueceria o sentir e, afaria da razão um sentido para viver. Não cobraria amor, carinho, dedicação, nada. Dói saber que a consciência atua... que não conseguiria ser "a outra". E, mais, equilíbrio entre o que sou , e a tentativa do que poderia ser. um dualismo exacerbado... me permite que eu levante ou, ser vítima, novamente Magôo, sem intenção. fico equivocada aos olhos dos outros. Minhas frágeis estruturas se corrompem. e as minúcias saem de mim,,cada lágrima, é uma dor que as paredes escondem. vacilo,... estaciono. Preciso seguir, urgente. escolho uma nuvem gigante prá lá vão as minúscias... saltitando... Amanhã vem chegando. Já é outro dia. Simplicidade é ver o sol acreditando que ele aparece todos os dias. é olhar uma criança e dizer "que coisa mais linda".! é levar a vida mais "light", acreditando que devo cuidar mais de mim. é imaginar o que vem atrás do horizonte, dar uma gargalhada e "tudo bem"! é saber um pouco de cada coisa, essencial para viver. é acordar todas as manhãs, olhar-se no espelho, gostar-se, dar um sorriso e dizer "bom dia"!. entre o real e o imaginário tento olhar o horizonte ele se foi não ha poente nada que lembre gente. tento esquecer estações e corações (meu e teu-achava que tinha) um vácuo de tristeza decompôs a beleza que eu me iludi de novo, prá quê? o real me corrói, não sabes, em ti não dói. tanta angústia de te ver partindo. não sei o endereço, esse é o preço. custa muito ...um ano, uma vida... nada resiste, um rosto triste, um dia sem sol, um coração, sem pulsar. O poeta Há quem diga que não se cria um poeta, ele nasce junto com a pessoa. Seu olhar é desencanto sua mensagem está naquilo que outros não vêem o som vem do coração letra,música, canção. Tudo tem forma, resignificação. O poeta tem alma E o mundo se acalma Com a melodia de seus versos. inquietude Perdi a conta de quantas regras coloquei e de outras tantas que defrontei para reelaborar meu ofício. Perdi a conta do ônus empregado na aceitação da realidade e, o modo de interagir passivamente com ela. Perdi a conta de horas de sono em débito, tentando achar uma saída ... Perdi a conta de vivenciar momentos inéditos em nome de um amor incondicional, maior que tudo. Preencheria folhas e folhas de planejamento incerto, pré-avisos de fatos sucessivos que impediram o meu desejo maior, naquele momento. Me perdi no meio do caminho, pra me achar antes de perder-me por completo. E, quando percebi que restavam chances, me resgatei pra voltar inteira. Se ganhei experiência ou qualquer coisa para engrandecer meu ego, ou modo de viver a vida, nada se compara a tudo que renunciei em prol de mim mesma. Se perdi a suavidade das palavras, a tranquilidade comigo, nada deve-se ao "acaso". Mergulhar no mar de incertezas e tomar a medida certa, na hora certa foi uma constante que aprendi na labuta diária. A inquietude me conduziu à reflexão. Extraí uma avalanche de culpas que assumi, sem dever. E, se internalizaram, alterando a ordem e o equilíbrio diante dos fatos. O prejuízo recaiu sobre as relações humanas, oportunizado pela fragilidade oculta no rosto de mulher. Aprendi. Desaprendi. Lidei com todas as nuances intrapessoais. A certeza de dar o melhor de mim, sustenta meus passos. Tenho a impressão de ter renascido com todas as dificuldades que o novo apresenta. E tamanha é minha inquietude em lidar com o antes e o depois de mim. Esvaziar o armário, arejar, deixar completamente limpo. Perdi a conta em agendar um horário com aquilo de bom que existe em mim. Um acerto de contas, descompromissado. Talvez, foi nesta "estação" que resolvi parar. Abri minhas malas e joguar fora o "peso extra" de tantos anos... Aliviada, aguardo o próximo trem e sinto que não permiti que a vida passasse em vão. A direção certa é o resultado de tantas investidas e a utopia persiste no desejo de cada sonho. A construção segue. É preciso acertar o ritmo O que vier depois é consequencia. Sintonia Noite serena Acorda pequena Silêncio abstrato doce retrato, rasura, prá quê? A voz era nada pensamento voava emoção transbordava aquietavam- se os impulsos estação paz. Garoa caindo o fogo aquecendo, lembranças perfeitas no abraço apertado, beijo colado no céu da tua boca. Sintonia secreta o sonho se faz vida, Adormeço. Convicçoes Dia desses me senti sem tempo pra pensar,em tudo ou nada, nesse momento. Dia qualquer ,me vi absurda tentando provar a mim verdades que já naõ servem de identidade Corri atrás de migalhas prá me reconstruir,recompor as falhas E, em cada falha eu acava uma razão pra pensar e outra pra ignorar. Dia desses,me decepcionei Porque vi a mentira vestindo-se de verdade E ohomemesquecendo-se que temhonra; O planeta se perdendo na hipocrisia e ganãncia pelo poder. A fome se multiplicando As vidas ceifando no absolutismo da ignorância e, ninguém via nada, fazia nada. Dia desses me perdi na complexidade analítica Do que perdi ou, ganhei Das respostas que obtive, E daqueles que nunca terei. Dia desse,fiz uma faxina Na alma,no coraçao. Em tudo que é efêmero,mas existe. ...esvaziei peças enormes de entulhos E teorias ultrajadas. Só não joguei fora a esperança Essa que move pessoas e omundo; Que faz virarndo avesso o impossível, Quenos faz acreditr, Que o amor vence, A verdade é maior E a vida ainda é possível Perfume A flor exala o perfume que rouba de ti Ela tem prazo. O perfume é essência tua presença viva que a flor me deixou antes de partir. Uma flor, nada mais Quando me encontraste, logo me transformei em flor a mais linda do jardim. Pensei que seria eterna essa flor sempre viva no jardim. Passaram-se meses e a flor persistia , resisitia a tudo. Ninguém entendia tamanha fortaleza. Um dia...sem explicação a flor murchou, a raiz secou... Eras tu a marchar para outro jardim. Hoje, ainda visualizo, como se real a flor estivesse no mesmo lugar, onde você a transformou na mais singela história de amor. Contradições Existe um deserto que esconde um oásis. poucos chegam, não conseguem avistar. Ele contém a audácia da sobrevivência no meio hostil. Ainda assim, é imperceptível. Existe um deserto, dentro de mim. que se cala, quando todos gritam. quem sabe saciar a sede , ser paragem, abrigo de quem pudesse me ver. Existe um deserto a ser descoberto e explorado, seu oásis contém a vida se abrindo a toda manhã, na pétala da flor que cai, no espinho que deixou sangrar, na dor que já foi embora. Meus versos Meus versos tem a grandeza de uma estação, ano, talvez de uma década. Falando sério, nunca penso como ficariam, no seu final. Jogo palavras, Pinto a tela da vida com pinceladas disformes E dou meu recado. Amarga, evasiva, alegre ou qualquer outro adereço. Sou um pouco de tudo, Menina, mulher, flor Matizes de uma mesma cor. Sou eu mesma, seja na alegria ou dor. Meus versos trazem a seiva do hoje, o calor do afeto, a verdade que fala. Ah! permita-me continuar, Eu preciso andar. Meus versos não podem parar. Destino Casa vazia, silêncio vontade de nada, erraste a estrada? errei os passos? Não há vencedores nem vencidos. Tristeza, saudade renúncia Lágrimas, palavras desarmadas ouvi-las, sem dizer nada. Porta se fechando era "adeus". O silêncio se fez dor, partida inesperada, fim da linha, o mundo te espera. Meus braços se abrem É preciso coragem, Suportar tanta dor, Lá se vai Meu amor, Jardim sem flor, Pássaro cantor, Emudece, em seu louvor. Metamorfose O processo acontecia, fatos se definiam não explicavam a metamorfose de um amor. Sucessão de dor e alegria Meu ser abrindo caminhos intuito errado, traçado desconsiderado a ti, amor sufocado. O jardim de cactos, a música e a poesia o violão dizia o silêncio falava Te queria, me querias. Metamorfose. uma dose a mais. Cada encontro,um encanto breve tempo. Presente valioso hoje ausente, castelo sem rei. Onde mesmo eu irei? O tempo corrói, quando a batalha se desfaz. Perdida ,num "tanto faz", Inocência de paz campo minado, coração destrambelhado Novo capítulo, sem título, esqueci a história me agarro nas migalhas, tristes, invisíveis, despedaçadas da metamorfose ambulante. PS. Dedico esses versos a CVLF Divagando Quando sentir-se no fim da linha, dá um tempo. Fácil falar, doce lamento. É assim a vida de todos. Às vezes glória, outras, tormento. Ainda assim, dá um tempo! Multiplicidade, coragem, desatino, erro de linguagem. Que bela viagem! Quando sentir que resta apenas você,nada mais. E os seus tristes "ais", Siga em frente. . . Aumente sua lente, mude a forma, nova performance. Ainda, dá tempo! Sinta-se como é, deixa de lado a quinquilharia, móveis novos, é tempo de nova ideologia. Desagrade o mundo, pise bem fundo. Reinvente-se por inteiro seja apenas oleiro. Esqueça mágoas, Mova montanhas, volte à agua Ainda dá tempo... Voce não estava Quando senti alegria dividir tamanha emoção eu queria, Você não estava. Quando senti frio, e todos os cobertores não me aqueceram, Você não estava. Quando precisei ouvir qualquer coisa, sim, não ou talvez Você não estava. Quando quis te falar a linguagem do amor letra, música, flor Você não estava. Ah! e às vezes que driblei o mundo, esqueci dor, meu nome é amor, botão , rosa, beijo Busquei você em tudo, Você não estava. Quando pensei que fizera tudo, introdução, desenvolvimento,conclusão. Precisei te dizer, sem sentido, te esquecer, Você não estava. Escrevi, desenhei, pintei o seu nome dentro de mim. Ora, apenas mostrar a dimensão da arte de amar, Você não estava. Antes e depois A vida que me dá o tempo que me ensina Ontem, hoje e amanhã poções mágicas da estrada. No prelúdio, amanheço sorrindo brinco a toa, vou ao fim do mundo. Tudo é concreto, ando nas nuvens, como o prato predileto. Anoitece... os dias tornam-se açoites onde a força humana se desfaz. Lá se foram expectativas traçadas e bem vividas. Ledo engano, vestido como rei no trono com verdades a me dissecar. Antes, o doce, o encanto a certeza transformada em canto. Hoje, amargo regresso, partida e chegada gosto de amor azedo que não resistiu ao tempo. Fraco, ignóbil, sem medida a flor virou ferida a canção estagnou no tempo, o poeta se perdeu nas entrelinhas dos versos e a vida... a vida continua. O destino de um homem Penso que todo escritor(amador ou profissional)possui livre arbítrio naquilo que escreve.Tampouco deva preocupar-se em agradar a"gregos ou troianos" ou, ao número de leitores.O Destino de um Homem, obra de Willian Somerset Maugham, é de bom tamanho para analisarmos a questão do homem, seus ideais e a reação quando se descobre capaz de atingir outros homens via sua percepção do mundo,utilizando a palavra escrita. Aliás, é oportuno destacar a submissão do ser humano diante das verdades defendidas frente aos riscos enfrentados pela sua tese. O livro finaliza assim..., o que nos leva a muitos questionamentos(...) Mas existe uma compensação. Sempre que tiver alguma coisa no espírito, seja uma reflexão torturante, a dor pela morte de um amigo, o amor não correspondido, o orgulho ferido, o ressentimento pela falsidade de alguém que lhe devia ser grato, enfim, qualquer emoção ou qualquer ideia obcecante, basta-lhe reduzi-la a preto-e-branco, usando-a como assunto de uma história ou enfeite de um ensaio, para esquecê-la de todo. Ele é o único homem livre". Vale a pena conferir! Leitura rica e rara, diante de tantas "babaquices". Escolhas Quando te beijei me perdi do meu mundo e,apenas num segundo em teu mundo entrei. Tive medo, pressa, logo me acostumei, o mundo que eu queria era esse que optei. De repente, quando acordo me vejo rodeada sinto vontade de tudo sinto desejo de nada. O mundo que eu imaginei era o mesmo que estava. Se eu pudesse parar as horas jogaria, longe o relógio Ah! mas que privilégio, viver e não apenas sonhar, dormir e acordar e você ao meu lado estar. Elemento neutro Não apenas desenho a giz é a simplicidade praticidade de ver a vida, sem perceber que há alguém do nosso lado. Esperando, um pouco ser visualizado. Existe um orgulho maior um faz-de-conta que não vê... para não sentir falta, não se apegar enfim, não querer sofrer. Estar no mundo e não viver. Paz Sintonizei meu próprio canal, sem ruídos, descargas. imagens e sons nítidos. sem nada, sem ninguém A paz estava comigo. conservei a forma e não quero reelaborá-la Paz,minha e tua, Paz de todos nós. Paz em todos os lugares e em todas as pessoas Paz no mundo. Teu olhar Gosto do teu olhar meigo e ao mesmo tempo ousado. Às vezes cúmplice, outras, preocupado, amoroso... De todos os jeitos e por todos os lados. Por vezes emudeço, faltam-me as palavras. Então me dizes:"O que que há?". Fico sem ação, e deixo ao meu coração te explicar. O silêncio de um olhar fala mais que mil palavras. Fala da saudade que tua ausência me traz... Fala da espera, ritual sagrado, para que venhas me encontrar. Fala do respeito que te tenho seja longe ou perto. Fala do amor embora, nem sempre percebas que vai além do abraço, do beijo..dos papos. Não importa se chegas ou partes... Fica em mim retrato, desenho aromático, escultura presente onde me perco onde me acho. Borbolotetas Gosto do teu olhar meigo e ao mesmo tempo ousado. Às vezes cúmplice, outras, preocupado, amoroso... De todos os jeitos e por todos os lados. Por vezes emudeço, faltam-me as palavras. Então me dizes:"O que que há?". Fico sem ação, e deixo ao meu coração te explicar. O silêncio de um olhar fala mais que mil palavras. Fala da saudade que tua ausência me traz... Fala da espera, ritual sagrado, para que venhas me encontrar. Fala do respeito que te tenho seja longe ou perto. Fala do amor embora, nem sempre percebas que vai além do abraço, do beijo..dos papos. Não importa se chegas ou partes... Fica em mim retrato, desenho aromático, escultura presente onde me perco onde me acho. Borboletas Admiro as borboletas, sua incesssante busca de encontrar a flor preferida pousar e sentir-se acolhida.. Admiro a multiplicidade tons exóticos, a definir o surealismo de obras que marcaram um tempo. Admiro a transformação das borboletas.. larva, casulo, libertação e viagem inequívoca a cumprir sua missão. Tocar flores,absorver a essência missão cumprida! De jardim em jardim de flor em flor, lá está ela, Sua Majestade, deixando um pouco de si, levando um pouco de nada. incesssante busca de Não se importa se deixa tudo e não leva nada. Tão ingênua, o predador a persegue... O caçador aprisiona-lhe, exponda-o em museu. Interrompem sua viagem, sem autorização, mero espetáculo de observação!. Deixem, por favor, as borboletas prossegir sua viagem, livres, De jardim em jardim, Respeitando sua dócil missão. Palavras mudas De tanto falar, me calei de tanto esperar, desisti de tanto amar,me feri de tanto chorar até sorri .. Me senti engrenagem que não se diz passagem. posso ser o sol da meia noite ou a chuva, mero açoite. Importa que seja eu, não meu retrato. ele distorce detalhes que insisto em ficar. Amanhã, não serei a mesma. então te faço um apelo: _Se queres me amar, venha logo,não deixe para amanhã, o tempo do amor é Agora desconheço qualquer nomenclatura. Me esqueci de apagar-te dos pensamentos resolvi te deixar vivo, a única forma que encontrei de permanecer viva. Viva para mim Viva para ti Rabisco frases, soltas e fugazes tentando encontrar um lugar para fixar e, depois andar. Dez agendas, rascunhos folhas soltas, blocos de propaganda. Nada me agrada Quero colocar versos mais nada. Troco de lugar, ainda assim, não consigo ver, onde ficam melhor. Então inicio, dezenas de escritos cada qual com sua agenda. Teoremas, busco o tema. Enfeito a vida, parafraseando verdades, soltas e com vontade, sejam tão somente palavras, desejos,gestos. Nunca, sentimentos parecidos com saudade, amor, afagos... deixa tudo de lado. Melhor não senti-los e viver, neste mundo alado. Outonos Outono estação. outono canção, outono decepção outono solidão. Outono no coração calado a compreender aquilo que não se consegue de tanto valor, se perde. Outono de presenças outono de lembranças outono de esperanças outono de lágrimas. Ah! como quis ver o outono chegar para te esperar com o fogo aquecido e te esquentar. Outono vazio outono frio outono calado outono,sonho acabado. Depois nos olharíamos E ,quem sabe até nos perdoaríamos... E, quem sabe até voltaríamos... O amor não foi, ficou em mim, ficou em ti, enquanto isso Tento me suportar. Lágrimas de saudade, lágrimas de vontade entrar em teu mundo e, nunca mais sair . Outono do abandono outono destrambelhado outono, por favor, volte outono, me de sorte. Preciso ser forte para que, na sua volta me encontre ainda, inteira como antes de ir, e do outono chegar. Pedaços Minha imaginação insiste, persiste a me dizer baixinho, que devo encontrar o outro pedaço para ficar completa. Discutimos, incalsavelmente (eu e meu" outro eu") porque me acho inteira e, portanto, a busca é pelo inteiro. Pedaço daqui, pedaço dali, Não sei definir porque não sou um quebra-cabeça, faltando uma peça para completar. Sei que possuo espaços em branco para completar, Se fujo,não é porque "não quero", falta-me segurança e preciso "me achar". Talvez, seja eu um inteiro, a procurar outro inteiro... divago,repenso, me adapto É tudo o que mais queria. Seja pedaço ou inteiro Para seguir a vida com alegria. 0 comentários Enviar a mensagem por e-mailDê a sua opinião!Partilhar no TwitterPartilhar no Facebook Sintese Minha imaginação insiste, persiste a me dizer baixinho, que devo encontrar o outro pedaço para ficar completa. Discutimos, incalsavelmente (eu e meu" outro eu") porque me acho inteira e, portanto, a busca é pelo inteiro. Pedaço daqui, pedaço dali, Não sei definir porque não sou um quebra-cabeça, faltando uma peça para completar. Sei que possuo espaços em branco para completar, Se fujo,não é porque "não quero", falta-me segurança e preciso "me achar". Talvez, seja eu um inteiro, a procurar outro inteiro... divago,repenso, me adapto É tudo o que mais queria. Seja pedaço ou inteiro Para seguir a vida com alegria. 0 comentários Enviar a mensagem por e-mailDê a sua opinião!Partilhar no TwitterPartilhar no Facebook Síntese A síntese é objetividade. Não sei usar,nem parecer Sou antítese, subjetividade. Privilégio ou direito mesmo a quem dou permissividade. Sou transparente, nem tanto aos olhos de quem me vê. Sou fluido, sou matéria Andando, sou flor pecado ou dor... também sou amor. Complexa, identifico o que quero, o que sinto. Sou a vírgula,esqueço o ponto sem temer.. vou, esqueço o destino. travo lutas de peregrino. Se o abismo me apavora lembro, sem demora, todo o lugar é lugar para esperar.. síntese ou complexo um amor...eterno amor! chegou sem avisar, sem tempo, sem pressa chegou para ficar. Verbo amar Mas, deverá haver um jeito jeito próprio próprio jeito de amar sem precisar nada justificar. Amar, amando simplesmente com a ternura de um toque com o silêncio de um beijo. Amar sem dizer nada, presente ou ausente suma sabedoria de dar e receber amor. Amar de mãos dadas, ao mundo não dizer nada. Amar não é ter, é ser em plenitude sem planejar o que fazer na quietude. Amar, mas amar de que jeito? Ora, amar sim! E amar do meu jeito. A escola que meus olhos vêem A Escola, em especial a pública, é tema de debates coletivos ora aqui, ora ali, muitas vezes, distorcidos e analisados erroneamente. Contribuem com isso,um elevado número de demandas, e expectativas que seu público alvo, a sociedade como um todo,delega a essa instituição. Cumprir com o seu dever social, ensinando aos educandos tarefas básicas desde a leitura ,interpretação, desenvolvimento do raciocínio lógico, formação básica como suporte para enfrentar o mundo competitivo, são algumas das suas atribuições. Gera-se um estado de angústia de ambos os lados, conforme os insatisfatórios resultados obtidos pelo INEP/MEC(*) que avaliou as disparidades educacionais do país. Também, o elevado numero de reprovações e a evasão escolar, prevalecendo no Ensino Médio,são preocupações dos órgãos institucionais. Conforme dados do INEP/MEC apenas 16 por cento dos que concluem o ensino obrigatório(fundamental) matriculam-se no Ensino Médio e uma minoria o conclui. Políticas públicas são criadas e propagadas objetivando corrigir tais deficiências. Porém, a polêmica vai mais além. São ofertados às escolas Públicas, desde livros didáticos a todos os alunos, laboratórios de inclusão digital, bibliotecas superequipadas, merenda escolar, salas de vídeo, de tal forma que material didático e de apoio sócio-educativo não faltam. O problema maior é com a disponibilidade de recursos humanos, carente nas escolas em geral. Nota-se uma contradição; de um lado a escola bem estruturada de materiais que servem de suporte para uma educação mais qualificada. Por outro lado, a falta de professores em disciplinas básicas e em muitos setores. A retórica dos governantes se repete. Seus discursos quanto ao reconhecimento da “classe trabalhadora”, pagando-lhes salários justos e coerentes com a sua formação, é sempre relegado a segundo plano. Minha visão particular quanto ao assunto, resume-se.:_ “A estrutura tradicional da escola brasileira – onde os saberes são transmitidos e não construídos pelos educandos – não atende às suas necessidades educacionais e vivenciadas numa sociedade onde a desigualdade impera”(pesquisadora e professora Jaqueline Lara).Além disso a questão salarial, melhor nem comentar. É mais nobre não focar no assunto. É inconseqüente pensar na educação como algo estanque. Dar-mo-nos as mãos e abraçar a causa talvez, seja uma saída imediata para uma ruptura de paradigmas arcaicos e repassados aleatoriamente, ano após ano. Surge então o papel do mestre: “precisa acreditar nas utopias, seus sonhos de transformar e inovar os rumos educacionais brasileiros”. Onde encontrará essa força? É duvidoso e comprometedor afirmar o caminho. Caberá a cada um, incondicionalmente, criá-lo ou segui-lo. A oferta de treinamentos nas escolas a educandos e funcionários, a criação de novas metodologias significativas ao aluno,bem como a sua aplicação, a valorização do professor com salários compatíveis a sua formação, a reestruturação curricular construída juntamente com o professor, a partir da realidade diária do seu ofício. A possibilidade de compartilhar com as escolas experiências que obtiveram êxito. A criação de espaços de discussão que permitam melhor aproveitamento e rendimento escolar dos educandos. Ideias, que precisam ser pensadas e reelaboradas, com o comprometimento de um maior número possível de educadores. Impossível não encontrar saídas para algo que diferencia os povos e seu desenvolvimento. Educação é ação, movimento “de” e “para”, construção coletiva da soma de saberes. Portanto deverá ser dinâmica, comprometida com o mundo em constante transformação e vista com um olhar diferente: uma mistura de amor e razão.